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CAPITULO IV

Miro estacionou a Caravan branca e preta da polícia em frente à casa de Rufino, que agora estava vazia. Tanto Antônia, como seus captores – e o próprio cachorro – haviam desaparecido. Na cidade ao perguntar sobre o paradeiro da moça, testemunhas afirmaram que a viram ser posta em um porta-malas de uma Variante vermelha. Carro esse ainda estacionado ali próximo.

Examinou as marcas de pneu largas que havia no barro, bem como um vazamento de óleo. E nenhum outro carro é tão possante e que vaze óleo daquela maneira na cidade, apenas o Opala do Jeronimo do Opalão.

Assim sendo, tornou-se fácil para Miro saber onde deveria procurar.

No entanto, antes que pudesse retornar ao carro Miro viu um fusca cinza parar ao lado da viatura. Ao abrir a porta um moço jovem, com um grande topete com gel e jaqueta preta saltou do carro.

– Bongiorno – disse o jovem.

– Bom dia – respondeu Miro.

– Mio nome é Giancarlo. Sou primo de Marta, esposa do vereador Teobaldo. Também estou procurando por Antônia.

– Oi? – Miro voltou a responder.

– Presumo que posso acompanhar o nobre amigo para encontra-la?

– Veja bem, meu jovem. Essa é uma tarefa arriscadíssima para a força policial da cidade. O melhor é você deixar eu fazer o meu trabalho em paz, certo? Atrapalhar-me poderia caracterizar obstrução da justiça.

– Mas nada impede que eu o siga com meu carro, não é?

– Bem, esse é um país livre e as ruas são publicas – respondeu Miro dando de ombros e entrando no carro.

Tanto a Caravan quanto o Fusca saíram em direção à cidade, erguendo poeira da estrada de chão.

Ambos os carros pararam na frente da mansão do vereador, e Miro e Giancarlo entraram na casa. Teobaldo e Marta estavam em casa, colados ao telefone esperando o contato do sequestrador.

– Tenho uma forte pista do paradeiro de Antônia, vereador! – disse Miro.

– Oh graças a deus, inspetor. E que pista é essa?

– Jeronimo do Opalão.

– Virge santa, esse índio é casca grossa, não é?

– Sim, ele tem um histórico peculiar, mas sabemos onde ele mora e estou indo pra lá agora mesmo com outra viatura no apoio.

– Nós vamos junto! Aguarde enquanto pego o carro – Teobaldo respondeu.

– Mas doutor, veja bem , essa é uma operação perigosa.

– Não me interessa, inspetor! Se Antônia esta na casa daquele índio é pra lá que eu vou! Vamos Marta.

E assim se foram. A Caravan, o Fusca e uma Mercedez Benz em direção à casa de Jeronimo.

A casa do indígena era simples e pequena, menor que a de Rufino. Antônia estava agora sentada em um canto no chão em um quartinho, e o cão pitbull estava ao seu lado. Ela continuava com as mãos amarradas.

Em outro cômodo, na sala, estavam sentados à mesa Jeronimo, Gaspar e Rufino.

– Muito bem, e agora o que a gente faz? – Gaspar perguntou.

– Descobrimos o telefone do pai da moça e exigimos o resgate. E se ele não obedecer mandamos um pedacinho dela por dia para ele. Simples assim – Jeronimo replicou.

– Isso é um pouco selvagem, até mesmo pra você, não? – disse Rufino para o índio.

– Ele esta falando sério? – Jeronimo perguntou para Gaspar apontando para Rufino com o dedo polegar.

– Rufino, cala a boca. Deixa a gente pensar no que fazer – Gaspar disse.

Nisso um barulho de sirenes e pneus freando interromperam o dialogo entre os três bandidos.

– Ih fodeu – Rufino disse.

– Atenção marginais vagabundos! Sabemos que a moça esta aí com vocês! Entreguem-na e saiam com as mãos para cima! – dizia Miro do lado de fora, falando a um megafone.

Continua…

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Texto de: Adriano Cardoso

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