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CAPITULO III

Uma Caravan branca e preta da polícia estava estacionada na porta da casa do agora desesperado vereador Teobaldo. Sua filha havia sido sequestrada já fazia cerca de 24 horas. La dentro o próprio vereador conversava com o inspetor da polícia, o Miro. Era um sujeito magrinho, de bigode, usava chapéu e frequentemente tinha um palito de dentes no canto da boca.

Marta, a esposa de Teobaldo e mãe da moça sequestrada, acompanhava a conversa a certa distancia, quase de outro cômodo.

– Quer dizer Miro, que a sua equipe já tem fortes indícios do paradeiro de minha filha Antônia?

– Oh sim, temos sim vereador. Acredito que entre hoje e amanhã a iremos encontrá-la, isso se o facínora não ligar e colocar suas exigências antes. Só temos um problema…

– Mas hein? Que problema?

– Bem, o senhor sabe que nosso batalhão sofre muito com baixo orçamento do estado, não é? Já pensou se enquanto perseguimos os bandidos a viatura ficar sem gasolina? Seria vergonhoso não é mesmo?

– Oh sim, isso seria terrível. De quanto você precisa, Miro?

– Eu não posso lhe pedir nada assim dessa forma, vereador. Veja o quanto o senhor pode contribuir.

Teobaldo foi até o cofre que tinha atrás de um quadro, pegou um punhado de dinheiro, contou e entregou a Miro.

– Assim está bom, inspetor?

– Sabe como é vereador, os meninos que estão em campo, eles tiveram atraso no salario esse mês…

– Mas que infortúnio! Aqui, leve mais essa quantia – Teobaldo respondeu entregando mais notas ao inspetor.

Assistindo a essa cena, Marta gesticulava em polvorosa para Teobaldo, indignada. O vereador gesticulava de volta como que pedindo para que ficasse quieta.

– Perfeito, vereador! Com essa quantia podemos continuar o trabalho. Ah mas um instante. Talvez precisemos pedir apoio aéreo de um helicóptero vindo da capital, aqui pertinho. Tudo é possível, não é, doutor?

– Assim você quer me quebrar, Miro! – Teobaldo respondeu passando o lenço na testa.

– Queisso, doutor. De jeito nenhum. Apenas estou tentando oferecer um incremento ao serviço que prestamos. Ou o senhor quer o mesmo nível de serviço que oferecemos ao restante da população? – perguntou erguendo uma das sobrancelhas.

– Deus me livre! Aqui, pegue mais isso – Teobaldo retirou mais três punhados de notas e entregou às mãos de Miro.

– Até o final da semana sua filha estará sã e salva em casa, vereador! Muito obrigado – disse o inspetor. Cumprimentou Teobaldo e se retirou, dando adeus à Marta na saída.

Marta então se aproximou de Teobaldo, que assistia a saída do policial.

– Teobaldo, esta na cara que esse jagunço e seus homens são incompetentes, além de idiotas completos! – ela bradou.

– Mas o que você queria que eu fizesse? Contratasse um pistoleiro?

– Você não. Mas eu sim! Chamei meu primo Giancarlo. Ele chega hoje à cidade. Ele sim vai tratar o assunto com a seriedade que ele merece.

– Ah Marta, seu primo é da máfia italiana. Ele vai fazer uma bagunça na cidade. Não acredito que você fez isso pelas minhas costas.

– Era preciso Teobaldo. Era preciso! Vou deixar o destino de minha filha nas mãos desses cretinos? Nunca!

Continua…

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Texto de: Adriano Cardoso

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