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VII – O fim

 

O Homem de Preto contemplo a sua obra.

 

Finalmente pronta. O seu templo. A sua casa de oração. De prazer. De negócios.

 

JEZEBEL!

 

O nome da boate. Escolhido de forma poética. Mas não seria uma casa de prostituição. Prostituição era coisa de velhos decadentes. A cidade estava cheia de jovens vibrantes e entediados. Eles eram o futuro. E aquele lugar era para eles.

 

Porque não há futuro. Nunca mais.

 

Diferente de outros, ele sabia perfeitamente bem o que estava fazendo. O resto se justificaria com a competição econômica, alguns até com uma pretensa generosidade a respeito de proporcionar prazer para os outros. Mas ele não. Ele sabia o que queria, e queria o que sabia.

 

Fogo.

 

Destruição.

 

Daquele lugar se estendiam, como tentáculos de escuridão, as linhas com que envenenava toda a bela cidade em ascenção. As drogas eram só o começo. Desconfiança. Mentiras. Raiva. Desunião. Acusações. Triunfo sádico. Derrota humilhante.

 

Porque eles merecem. Pelo que fizeram conoso. Por causa deles.

 

Na boate haveria muito mais de tudo aquilo. De corações destruídos. De arrogância e futilidade estimuladas. E acima de tudo, no palco, sua Dama Vermelha a incitar luxúria, inveja, agressões, ressentimento, competição. A Princesa das Trevas que ele escolhera.

 

E se alguém um dia chegasse perto de ameaça-lo antes  de seu trabalho estar terminado… ele tinha a Dama Branca da morte. E não temia usa-la. E ela gostava do que fazia por ele. Quem não gostaria?

 

Vocês me chamaram. Quando fruto está maduro, vem alguém e colhe. Não tem nada que farão aqui que já não fariam sem mim.

 

Mas por quê, então?

 

Qual o sentido da destruição se ela já é inevitável?

 

Não existe sentido. Nem razão. O ódio é cego. E nada quer além de si próprio.

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Texto de: Luiz Hasse
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