ÚLTIMO CAPITULO Minha próxima lembrança é o hospital, e um policial me interrogando enquanto eu curava queimaduras e cicatrizava ossos trincados. Eu devia, seguramente, estar grogue devido aos anestésicos, pois contei a ele o que você acabou de ler aqui. E repeti a história no tribunal, quando fui acusado de homicídio. Passei os últimos dez […]

 
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CAPITULO DEZ Lá fora, a coisa se ergueu mais uma vez. Rastejou para fora de sua cripta aquática e entrou pela porta dos fundos, confiante. Já não nos temia mais. Veio até nós. Nós a vimos chegar na penumbra da cozinha, onde ambos estávamos, e havia duas portas ali, uma em direção à frente da […]

 
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CAPITULO NOVE À luz da vela, Gustavo continuava imóvel, e na parede oposta, estava encostado o pai dele, com Morgana à frente, agarrada pelos cabelos, e o seu algoz segurava com a outra mão uma das tesouras do estojo de primeiros socorros contra sua garganta. O Sr. V. tinha os dentes arreganhados e cerrados, e […]

 
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CAPITULO OITO Ficamos em silêncio por, pelo menos, uns quinze minutos. Eu estava sentado, com a espingarda no colo, e ainda digeria as últimas informações. Gustavo ainda respirava, mas não recobrara a consciência. -Helena, me conta a tua história. -Meu nome não é Helena, e eu não sou louca. -Isso eu já sabia. -Vivi com […]

 
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CAPITULO SETE Miriam foi convencida a ir com a desculpa de que eu não tinha carteira de motorista, e que seria conveniente que outra pessoa habilitada para dirigir nos acompanhasse. Na verdade, eu tinha a habilitação, embora não possuísse carro, mas era melhor agir como se não tivesse. Naquele momento em que o fim de […]

 
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CAPITULO SEIS Acordei com o sol já alto. Estivera sonhando um sonho mau. Algo indefinido, como se visto numa TV mal sintonizada. Vi um conjunto de ossos humanos no fundo de uma água esverdeada. E, então, os ossos começaram a sangrar. Aí eu acordei e cambaleei para o banheiro, foi quando eu notei que estávamos […]

 
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CAPITULO CINCO Jantamos num silêncio pesado, parecia que a morte desse Tião, quem quer que fosse, abalara profundamente o dono da casa. Quanto a Gustavo e Miriam, estavam tão calados e sérios quanto pacientes terminais desenganados. Por alguma razão, os dois estavam bastante pálidos, o que não era natural, dado o tempo que passavam ao […]

 
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CAPITULO QUATRO Miriam, neste meio tempo, adormecera. Felizmente, o ferimento era superficial, e o pai a despertou e o examinou. Ela se queixava de cansaço, e estava um pouco pálida, mas, no mais, estava bem. -Também não é de se admirar! – esbravejou o velho – Vocês dois têm comido pouco, e passam o dia […]

 
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CAPITULO TRÊS A casa não tinha telefone, e nem televisão, pois o Sr. V., em sua ânsia por sossego, se isolara em grau quase absoluto. A despensa poderia muito bem ser chamada de estoque, e representaria uma boa vantagem durante uma guerra. Os dias transcorriam, entre jogos de carta e tabuleiro, conversas banais e banhos […]

 
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CAPITULO DOIS Agitei-me na cama sem dormir, mas num estado de torpor semiconsciente carregado de angústia. Finalmente me levantei convencido de que não conseguiria conciliar o sono, mas ao mesmo tempo dizendo a mim mesmo que estava numa casa moderna e confortável, pois a sensação era a de dormir num abrigo precário e mal protegido. […]

 
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